Se quiser falar ao coração dos homens, há que se contar uma história. Dessas onde não faltem animais, ou deuses e muita fantasia. Porque é assim – suave e docemente que se despertam consciências. (Jean de La Fontaine)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O poder dessa amizade...





Em 1857, o escritor britânico George Eliot escreveu: “Os animais são amigos muito agradáveis. Não fazem perguntas nem manifestam desaprovação”. Essa natureza afável de cães, gatos, peixes e outros bichos intriga pesquisadores que buscam descobrir quais seriam os seus poderes terapêuticos ainda inexplorados. Uma das questões a serem esclarecidas é se os benefícios que eles trazem para a saúde – segundo muitos garantem -– são obtidos apenas pela diversão que proporcionam ou se a presença dos bichos pode, de fato, ser considerada terapêutica – a ponto de ser indicada por médicos e psicólogos para auxiliar no tratamento de seus pacientes. 

O fato é que cada vez mais os bichinhos têm ocupado lugar de destaque na vida das pessoas – e, não raro, recebem a “responsabilidade” de suprir carências afetivas profundas de seus donos. Basta dizer que, no ano passado, o chamado “pet business” – negócios envolvendo animais de estimação e produtos destinados a eles – movimentou uma cifra recorde no Brasil: cerca de US$ 3,3 bilhões, com um crescimento de 17% em relação ao faturamento de 2006. Nos Estados Unidos, aproximadamente 63% dos lares abrigam mascotes, segundo dados da Associação Americana de Fabricantes de Produtos para Animais de Estimação. Embora controversos, diversos estudos sugerem que os moradores desses lares tendem a ser mais felizes do que as demais pessoas. Além disso, uma pesquisa coordenada por Erika Friedmann, da Escola de Enfermagem da Universidade de Maryland, em Baltimore, mostra que ter um bicho de estimação eleva as taxas de sobrevida em um ano entre vítimas de enfarte. Embora investigações como essa sejam de difícil interpretação (porque os donos de animais podem ter, eventualmente, menos fatores de risco cardíacos, se alimentem com dietas mais saudáveis e experimentem níveis mais baixos de hostilidade).

PARA CONHECER MAIS

Afeto que cura. Sabine Althausen, em Mente & Cérebro 169, págs 48-55, fevereiro de 2007

Handbook on animal-assisted therapy: teoretical foundations and guidelines for practice. Segunda edição. Editado por A.H. Fine. Academic Press, 2006.

Um comentário:

  1. No soporto la crueldad de ningún tipo y menos de seres que no se puedendefender

    Tengo una protectora de animales y luego lo damos en acogida

    Gracias por compartir este maravilloso blog

    Tienes mucha sensibilidad
    Con cariño Victoria

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